domingo, 18 de dezembro de 2011

Not Good Enough.

   Sensação de estar pela metade. Ou quase isso. Acordei me sentindo assim, talvez por hoje ser domingo e pela data, ou talvez eu venha me sentindo assim há muito tempo e só hoje me dei conta. Que seja. Já se sentiu como se não fosse boa o suficiente? Como se tudo ao seu redor fosse inalcançável, como se todos te fizessem se sentir assim. Ok, talvez não, mas é só o que você consegue enxergar.
   Tive um fds que pode ser chamado de bom. Mas não o suficiente. Eu não sou suficiente para o mundo, o mundo não é suficiente para mim. Podem me chamar de dramática, e esse texto está bem chato com tanta reclamação de tudo e nada ao mesmo tempo. Mas é assim que me sinto hoje, ou sempre.
   Não escrevo aqui nem metade daquilo que penso, melhor guardar comigo. Gostaria de deixar registrado que amo minha faculdade, passei em todas as cadeiras do semestre, e tem pessoas que amo lá também. Já fazem parte da minha vida, e, que, por sinal, estou morrendo de saudades. Ah, umas semanas atrás eu até tava feliz, não sei, sentindo aquela sensação de paz, agora estou QUASE com essa sensação, como se faltasse apenas um empurrãzinho. Rs. Confesso que ri baixinho quando li essa palavra “quase”, palavra engraçada, não?
   Meu texto não está fazendo mais sentido, por isso vou parar. Só queria desabafar, só queria sentir a sensação de ser inteira. E escrevi as linhas passadas com coisas boas para re-ler e vê se sai um gostinho de que sou pelo menos quase boa o suficiente. Mas não, hoje não.

domingo, 14 de agosto de 2011

O medo.

    Quando paro para pensar, eu sempre chego a mesma conclusão: tenho medo de tudo o que é novo. O novo que pode me trazer coisas boas, o novo que pode me trazer coisas ruins. Eu simplesmente tenho medo daquilo que eu não conheço, daquilo que eu não tô habituada, daquilo que eu não sei o que é, daquilo que eu nunca senti. Talvez isso seja comum, talvez a maioria das pessoas tenham um pouco receio com o novo, mas sei lá, a impressão que eu tenho é que esse medo é só meu.
    Às vezes eu tenho vontade de enfrentar, de passar por cima. O que obviamente será preciso em algumas situações, tem coisas que eu não tenho como fugir. Vontade não falta, mas não posso. Ao mesmo tempo, tenho vontade de ficar só no meu mundinho, de não arriscar, de não querer, de não andar. Medo, medo, medo. Medo das conseqüências, medo do que virá, medo da rejeição, medo de não conseguir. Medo de sofrer. Medo da tristeza. Medo do vazio. Medo da solidão. Medo de cair e não conseguir me levantar. Medo.
    Por que todo esse medo agora? Porque tem muita coisa nova acontecendo ao mesmo tempo. Faculdade. Habilitação. Maior idade. Responsabilidade triplicada. Felizmente eu ainda posso correr pro colo da mamãe quando algo der errado, mas ainda assim, é uma fase que o aprendizado é feito por mim, e somente por mim. Por isso o medo, pela sensação de percorrer um caminho sozinha. Algo que só depende do meu eu.
    Tudo isso causa uma enorme confusão na minha mente. Tem dias que eu sinto vontade de gritar, de não sair da cama, de passar o resto da existência na segurança da minha casa. Mas, infelizmente, eu não posso me esconder da vida. Tenho que levantar, tenho que enfrentar o mundo lá fora. Eu sei que eu não estou sozinha nessa, sei que tem uma força maior me guiando, sei que tenho minha família e meus amigos para me apoiar sempre e eu peço obrigada por isso. Mas às vezes eu simplesmente não consigo reagir. Deus, eu sei que sou fraca, mas sempre tive você aqui perto de mim. Eu tô tentando e vou continuar. Dai-me forças.

domingo, 22 de maio de 2011

Onde fica a tecla SAP?

   Esses dias, parei para pensar na url do meu blog: “as coisas que eu entendo”. Sendo que, meus posts são exatamente sobre o que eu NÃO entendo. Ultimamente, tenho demorado horas para pegar no sono, fico rolando na cama, pensando sobre tudo aquilo que não faz sentido. Ou melhor, tentando achar alguma coisa que eu realmente entenda. É... não sai muita coisa, aliás, não sai nada. Conclusão: não entendo sobre nada do que acontece ao meu redor. Tem dias que você fala em voz alta: ALGUÉM ME EXPLICA O QUE DROGAS ESTÁ ACONTECENDO? Seja em relação a mim, a você, ao planeta, a esse caos.
  Hoje assisti “Um amor de verão”, um daqueles filmes de roteiro comum. Um casal se conhece no verão, rola umas coisinhas, depois o verão acaba, o cara vai embora e eles nunca mais se falam. Ok, me digam, cadê o sentido nessa história? Ah blz... a vida é isso, amores indo, amores só de passagem, daí um dia vem um e fica para a vida toda. É isso? Aham, tá certo. Talvez isso tenha algum significado na vida de alguns, na minha não.  E eu não sei nem porque tô falando disso, talvez porque é um dos fatos que eu não entenda, esse entra e sai de pessoas nas nossas vidas. Seja amigo, namorado, ou até o rapaz que te atende na cantina de um colégio. Passa o tempo, tudo passa. O que é mais difícil de compreender, as pessoas passarem. É tudo tão banal. Ou, como a maioria costuma falar, “é a vida, o que se há de fazer?”.  And i don't understand all this shit.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Feeling Good.

   Temos uma mania terrível de bater de frente com a realidade. Simples, não aceitamos a vida como ela está se mostrando num determinado momento. Daí você pensa, mas quem não faz nada para melhorar o que está ruim é fraco e covarde, não é? Em partes, sim. Uma coisa é você dar o seu melhor, fazer de tudo respeitando os LIMITES existentes, outra é você não reconhecer à hora de parar e apenas confiar na vida, deixar ela rolar.
   Afinal, isso é o que chamamos de FÉ. Deixando apenas o destino decidir. Não tô falando para ficarmos parados em estado vegetal, não... o que eu digo é para vivermos, sem ficar resistindo as mudanças necessárias, brigando com a vida, se frustrando a toa.
   Outro fato comum é ficarmos nos contestando do porque disso, do porque daquilo, porque achamos que deveria ter sido diferente. NÃO, não deveria, se não teria sido diferente!
   Podemos decidir muitas coisas, podemos e devemos fazer escolhas a todo momento, mas tudo isso tem influência sobre os resultados até certo ponto. Ou seja, vivemos sob as demandas do incontrolável. Isso significa dizer que, depois de já termos feitos tudo o que podíamos, só nos restará aceitar a situação como ela é. É um clichê old, mas o que tiver de ser, será.
   E quando você consegue fazer isso, quando consegue respirar fundo e simplesmente confiar, é inacreditável como você relaxa e tudo começa a fazer mais sentido, tudo começa a ficar mais fácil do que tem sido...
   Falando assim é fácil, o difícil é na prática, né? Principalmente quando temos na nossa mente frases fixas como “nunca irá passar”. Acredite, passa. Seja qual situação for... irá passar. Se permita, deixe passar. E apesar de tudo não está como eu quero, eu tenho me sentindo muito, muito bem.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Círculos.

   
    A impressão que eu tenho é que eu ando, ando e não chego a lugar algum. Olho para os lados e vejo que ninguém ao meu redor pode dar o que eu preciso. Aliás, o que eu preciso? Nem eu mesma sei. A minha única certeza é que algo falta, algo que realmente faz falta, e uma falta absurda que chega a sufocar. Eu penso, penso, paro. Penso de novo. E não chego a uma conclusão que faça sentido. Aí eu canso de pensar e resolvo viver. Mas viver parece tão chato, tão sem emoção, que eu volto a pensar. Desisto de pensar coisas tristes, aposto agora em coisas boas. Mas elas não acontecem, então eu fico sem saber o que fazer. Pensar ou viver? Ambas parecem tão... desestimulantes. Alguém me dá uma outra opção? Eu acho que só tenho essas. Não tem algo mais fácil, mais alegre, mais divertido? Algo que faça sentido? Algo que eu diga “porra, é disso que eu tô falando!” Heim? Quem me responde? Mas eu não obtenho respostas.
    Enquanto isso, eu vou pensando e vivendo, as vezes vivendo mais, as vezes pensando mais. Mas nada de emoção. Nada de adrenalina. Nada de coração batendo mais forte. Algumas vezes até que é legal, quando eu entro no mundo daquelas pessoas que me amam, aí eu consigo sorrir. Bastante, até. Aí chega a hora deu voltar pro meu mundo, então ele me diz novamente que falta algo. E eu começo a pensar, de novo...

Amor, meu grande amor.


    “Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada, assim como as canções como as paixões e as palavras. Me veja nos seus olhos na minha cara lavada, me venha sem saber se sou fogo ou se sou água. Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente, sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente. Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço...
    Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça e quando me quiser, que seja de qualquer maneira. Enquanto me tiver que eu seja o último e o primeiro e quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor, me reconheça...” ( Barão Vermelho )
                                     
Onde eu te encontro, heim?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Saudade.


    Para mim, o “pior” dos sentimentos. Porque, se existe saudade, existiu amor, carinho, afeto, cumplicidade, momentos de alegria. Minha mãe me ensinou muitas coisas, mas ela nunca me ensinou o que fazer quando a saudade bate, tipo agora. Sinto falta da minha felicidade diária, do motivo a mais que eu tinha para ir ao colégio, dos abraços, dos risos, dos bilhetinhos na aula, dos professores chamando a nossa atenção, das músicas que cantávamos para passar o tempo, das “matadas” de aula, de vocês me falando “deixa de besteira, vai dar tudo certo.”
   E o que fazer quando a saudade não tem solução? Pega o telefone? Marca um encontro? Não é a mesma coisa, não é TODO DIA. Onde eu coloco toda essa saudade? Toda essa vontade de voltar no tempo e reviver cada segundo? Num potinho e finjo que ela não existe? Ah, quem dera fosse assim tão fácil.
   Infelizmente, ou felizmente, ela existe, sim. A saudade está todo dia comigo, aonde eu vou, com quem eu vou. Sinto falta até de coisas que nunca existiram e, talvez, nunca existirão. Como disse um escritor chamado Caio Fernando de Abreu, “Sempre há alguma coisa que falta, guarde isso sem dor, embora, em segredo, doa.”
   Ao longo desses 17 anos e 11 meses, sempre convivi com ela, e o melhor, eu ainda não aprendi, ainda não sei o que fazer quando ela aperta. Talvez eu sinta falta de pessoas que nem sentem a minha. Mas, não consigo e não posso mudar isso.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Fim.


   É um belo tema para se começar. Deixando claro que não sou escritora, nem nada do tipo, o que escreverei de hoje em diante é só uma forma de expressar o que penso, portanto, não esperem muito de mim.
   Eu nunca aprendi a conviver com os fins. Seja ele o fim de um namoro, de uma amizade, do ano, do colégio, ou até mesmo de uma novela. Não importa se o fim é relacionado a mim, ou a pessoa no qual convivo. Eu, definitivamente, jamais vou me familiarizar com essa palavra, F-I-M. As vezes me pergunto se sou o único ser humano que sofre com eles, vejo que, para algumas pessoas, encerramentos soam perfeitamente normais.
   Uma pergunta que sempre me faço: por que as coisas tem que chegar ao fim? Eu não sei, mas, seria tão mais fácil e menos doloroso se pudéssemos apenas continuar. Nunca soube decretar o fim, e acho que nunca saberei, a decisão nunca é minha, sempre dos outros ou da própria situação em si que já vem com seu fim premeditado.
   E depois do fim, o que é que a gente faz? Começamos, de novo. Para depois acabar, de novo. Será que vai ter uma hora que algo vai durar para sempre? Um amigo? Um amor? Como posso ter certeza de que eles não irão embora nos próximos minutos? É, jamais vou ter essa certeza. E o vazio depois que acaba, as vezes some, as vezes não. No fim das contas, a gente faz de conta que isso faz parte da vida...e dói.