quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Saudade.


    Para mim, o “pior” dos sentimentos. Porque, se existe saudade, existiu amor, carinho, afeto, cumplicidade, momentos de alegria. Minha mãe me ensinou muitas coisas, mas ela nunca me ensinou o que fazer quando a saudade bate, tipo agora. Sinto falta da minha felicidade diária, do motivo a mais que eu tinha para ir ao colégio, dos abraços, dos risos, dos bilhetinhos na aula, dos professores chamando a nossa atenção, das músicas que cantávamos para passar o tempo, das “matadas” de aula, de vocês me falando “deixa de besteira, vai dar tudo certo.”
   E o que fazer quando a saudade não tem solução? Pega o telefone? Marca um encontro? Não é a mesma coisa, não é TODO DIA. Onde eu coloco toda essa saudade? Toda essa vontade de voltar no tempo e reviver cada segundo? Num potinho e finjo que ela não existe? Ah, quem dera fosse assim tão fácil.
   Infelizmente, ou felizmente, ela existe, sim. A saudade está todo dia comigo, aonde eu vou, com quem eu vou. Sinto falta até de coisas que nunca existiram e, talvez, nunca existirão. Como disse um escritor chamado Caio Fernando de Abreu, “Sempre há alguma coisa que falta, guarde isso sem dor, embora, em segredo, doa.”
   Ao longo desses 17 anos e 11 meses, sempre convivi com ela, e o melhor, eu ainda não aprendi, ainda não sei o que fazer quando ela aperta. Talvez eu sinta falta de pessoas que nem sentem a minha. Mas, não consigo e não posso mudar isso.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Fim.


   É um belo tema para se começar. Deixando claro que não sou escritora, nem nada do tipo, o que escreverei de hoje em diante é só uma forma de expressar o que penso, portanto, não esperem muito de mim.
   Eu nunca aprendi a conviver com os fins. Seja ele o fim de um namoro, de uma amizade, do ano, do colégio, ou até mesmo de uma novela. Não importa se o fim é relacionado a mim, ou a pessoa no qual convivo. Eu, definitivamente, jamais vou me familiarizar com essa palavra, F-I-M. As vezes me pergunto se sou o único ser humano que sofre com eles, vejo que, para algumas pessoas, encerramentos soam perfeitamente normais.
   Uma pergunta que sempre me faço: por que as coisas tem que chegar ao fim? Eu não sei, mas, seria tão mais fácil e menos doloroso se pudéssemos apenas continuar. Nunca soube decretar o fim, e acho que nunca saberei, a decisão nunca é minha, sempre dos outros ou da própria situação em si que já vem com seu fim premeditado.
   E depois do fim, o que é que a gente faz? Começamos, de novo. Para depois acabar, de novo. Será que vai ter uma hora que algo vai durar para sempre? Um amigo? Um amor? Como posso ter certeza de que eles não irão embora nos próximos minutos? É, jamais vou ter essa certeza. E o vazio depois que acaba, as vezes some, as vezes não. No fim das contas, a gente faz de conta que isso faz parte da vida...e dói.